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Iniciado em Outubro de 2004 após uma profunda reflexão sobre o estado do ensino da música antiga em Portugal e sobre o papel da ESMAE na formação de uma nova geração de intérpretes especializados no reportório anterior ao séc. XIX, O
Curso de Música Antiga da ESMAE encontra-se presentemente no quinto ano de actividade e conta com 33 alunos inscritos em 11 variantes dos cursos de licenciatura e mestrado (canto, violino, viola, violoncelo, viola da gamba, flauta, traverso, oboé, fagote, cravo e alaúde). Com variantes em qualquer instrumento antigo e canto, um plano curricular altamente especializado e inspirado nos programas e experiências das mais reputadas escolas europeias, um corpo docente de sólida formação académica e com larga experiência concertística no seio de alguns dos mais prestigiados agrupamentos e um ritmo de trabalho inovador, o Curso de Música Antiga da ESMAE é neste momento o principal centro de música antiga em Portugal atraindo alunos de diversos países Europeus, Brasil e México.




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A aquisição de hábitos de palco desempenha um papel fundamental na filosofia que rege o Curso de Música Antiga da ESMAE. Nesse sentido, os alunos são encorajados a se apresentarem em palco o mais regularmente possível, quer em audições livres e organizadas pelos próprios alunos realizadas quinzenalmente na própria escola, quer em concertos dentro e fora de portas. Os grupos mais representativos do Curso de Música Antiga - a Orquestra de Música Antiga e Sesquialtera (concerto renascentista da esmae) - são o principal ponto de contacto dos alunos com parte relevante do reportório dos séculos XVI-XVIII e apresentam-se regularmente em concertos dirigidos pelos seus professores ou por maestros convidados (Amandine Beyer, Enrico Parizi, Erik van Nevel, Benjamin Chénier...).




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O Curso de Música Antiga da ESMAE é coordenado pela cravista Ana Mafalda Castro e tem ainda como docentes Amandine Beyer (violino e viola barroca), Marco Ceccato (violoncelo barroco), Pedro Sousa Silva (flauta), Olavo Barros (traverso), Pedro Castro (Oboé Barroco), Hugues Kesteman (Fagote Barroco), Ronaldo Lopes (alaúde) e Magna Ferreira (canto).




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Curso de Música Antiga da ESMAE oferece três níveis de formação: Cursos Livres, Licenciaturas (1º ciclo de Bolonha) e Mestrados (2º ciclo de Bolonha)



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Cursos Livres

O Curso de Música Antiga da ESMAE promove regularmente cursos de aperfeiçomento para aqueles que pretendam aperfeiçoar os seus conhecimentos sem estarem inscritos num curso superior, pretendam ingressar no Curso de Licenciatura no futuro ou simplesmente contactar com os instrumentos antigos. Existem duas modalidades de cursos de aperfeiçoamento: Cursos Livres e Workhops. Os primeiros funcionam em paralelo com o Curso de Licenciatura e destinam-se a quem pretenda um acompanhamento mais regular. Os segundos serão organizados ocasionalmente e pretendem sobretudo possibilitar o contacto com instrumentos menos comuns. Os partipantes nos Cursos Livres poderão ter participar nas aulas específicas do Curso de Música Antiga da ESMAE (Práticas Colectivas e Interpretação Historicamente Informada) mediante concordância dos professores.





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Licenciaturas
O ensino em Portugal da música anterior a 1800, a chamada “Música Antiga”, evoluiu consideravelmente nos últimos vinte anos. Os primeiros estudantes portugueses de instrumentos antigos regressaram no final da década de 80 dos seus cursos no estrangeiro, principalmente na Holanda, trazendo consigo uma elevada formação técnica e teórica que não tardou em tornar-se visível, tanto no campo artístico como no didáctico. Nomeadamente no que respeita aos dois instrumentos mais populares entre os ditos “antigos”, o cravo e a flauta de bisel, os cursos superiores não tardaram a surgir e a contribuir para formar executantes que por sua vez começaram a dispersar a formação recebida por todo o país, quer em concertos, quer ensinando em conservatórios ou escolas de música.

Entretanto, muitos da primeira geração de formandos dos cursos superiores de música antiga portugueses procuraram também obter uma especialização fora de portas que, em muitos dos casos, se tornou complementar à anteriormente recebida, quer em termos de instrumentos quer em termos de áreas de investigação. Passámos desse modo a ter excelentes executantes de outros instrumentos, como o oboé barroco ou a viola da gamba, só para citar dois exemplos, e especialistas em àreas mais periféricas, como o pré-classissismo ou a polifonia renascentista.
As recentes mudanças no panorama do ensino e prática da música antiga em Portugal tornaram necessária uma revisão dos currículos dos cursos oferecidos. No que nos respeita, enquanto instituição de ensino superior, queremos que o formando obtenha não apenas uma excelente formação técnica, como tem acontecido, mas que tenha igualmente acesso a uma formação de nível teórico muito mais abrangente e especializada.

Objectivos e Prioridades

Atenta às mudanças do contexto musical português, a ESMAE elaborou um plano de licenciatura com os seguintes objectivos e prioridades:
a) Oferecer uma adequada formação técnica e teórica de acordo com as exigências do estado actual da música antiga em Portugal e na vanguarda da mentalidade Europeia;
b ) Tornar a ESMAE um ponto de referência no estudo da música antiga, nomeadamente pela qualidade dos seus formadores e pela completude do seu currículo;
c ) O alargamento do leque de possibilidades de estudo de outros instrumentos antigos: violino barroco, viola barroca, violoncelo barroco, violone, viola da gamba, oboé barroco, fagote barroco, traverso, clarinete clássico, alaúde, harpa, trompete natural, trompa natural, corneto, pianoforte, canto e órgão;
d ) A rentabilização dos recursos existentes na Escola, nomeadamente através do recurso a docentes especialistas em determinadas matérias e a uma boa gestão do espaço físico;
e ) Uma adequada distribuição da carga horária global do plano proposto ao longo dos três anos do curso;
f ) A abertura da escola a especialistas de outras instituições;
g ) Permitir a necessária flexibilidade para que possam surgir, por parte dos formandos, propostas de trabalho complementares à formação recebida.

Plano Curricular
http://esmae-ipp.pt/site/Acesso2007/PlanosEstudosMusica.htm

Modo de Funcionamento
Ao contrário do que acontece num curso de licenciatura convencional, as
disciplinas específicas do Curso de Licenciatura em Música Antiga não funcionam com uma cadência semanal. De forma a rentabilizar as condições logísticas da ESMAE, a proporcionar a alunos e professores oportunidades de encontros, a motivar o desenvolvimento de projectos extra-curriculares e a posibilitar a elementos de fora da escola a colaboração ou participação nas actividades da Área de Música Antiga, as disciplinas específicas são ministradas em 15 blocos anuais de 3 dias que ocorrem por regra de sexta a domingo.





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Mestrados

A ESMAE abriu em 2008 cursos de Mestrado (2º ciclo de Bolonha) em Música Antiga. O mestrado pretende ser um espaço onde os executantes de instrumentos antigos com uma licenciatura (ou uma formação equivalente) podem desenvolver uma especialização num repertório, num instrumento ou numa prática interpretativa histórica.
O plano curricular dos cursos de mestrado pode ser descarregado no seguinte link:

http://esmae-ipp.pt/site/acesso2008/PlanoEstudos2cicloMusica.pdf



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